quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Módulo Televisão

Pois é, depois de ter uma breve experiência como se trabalha dentro de jornal e uma rádio, tivemos quinta passada a chance de ficar diante das câmeras, ao vivo. Cada grupo tinha direto a um programa de dois blocos de 10 minutos onde, no primeiro seria feito uma entrevista e no segundo um debate sobre o assunto estabelecido.

Meu grupo decidiu fazer um programa sobre Jornalismo Literário. No primeiro bloco entrevistamos o professor da PUCRS Vitor Necchi sobre o assunto. Cinco dos onze integrantes do grupo participaram da coletiva, onde perguntamos sobre os fundamentos e o processo que um texto deve passar para ser considerado Jornalismo Literário.

No segundo bloco realizamos um debate sobre a entrevista dada pelo professor e o jeito que os textos desse estilo são vistos pela imprensa e pleo público hoje em dia. Geralmente é muito difícil encontrar exemplos deste texto em jornais, pela justificativa que os leitores não tem tempo ou interesse em ler matérias mais longas e aprofundadas. Na verdade, a grande maioria não conhece esta vertente do jornalismo onde os detalhes menores são cruciais e o ambiente onde os fatos se passam importam tanto quanto a ação.

Um ótimo exemplo disso é o texto "Frank Sinatra está resfriado". do livro Fama & Anonimato(Cia das Letras), do jornalista Gay Talese, onde ele traça um perfil sobre um momento difícil para qualquer cantor, porém, mais complicado ainda para Frank Sinatra, o The Voice, considerado dono da melhor voz do século XX: o resfriado. Quando um cantor com o porte do Old Blue Eyes fica com dor de cabeça, corisa e a garganta inflamada não apenas sua voz fica comprometida, mas também seu humor, afinal, para alguém que conseguiu tudo(e muito mais) na vida às custas de algo que instável é assustador: "Sinatra resfriado é Picasso sem tinta, Ferrari sem combustível - só que pior. porque um resfriado comum despoja Sinatra de uma jóia que não dá pra pôr no seguro: sua voz." Sem falar em todas as pessoas que dependem dele,"sua companhia cinematográfica, sua gravadora, sua companhia aére, sua indústria de componentes demísseis,seus títulos imobiliários em todo o país e seu staff pessoal de 75 pessoas - que são apenas uma partre do poder que ele representa".

Ao decorrer do texto, Talese vai relatando fatos que vão tecendo o temperamento e uma pequena amostra do estilo de vida que Frank Sinatra(1915-1998) levou durante seus 83 anos de vida: sua família, os amores, sua carreira, suas ligações com a máfia, enfim, tudo aquilo que caracteriza uma celebridade.

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Então, este primeiro contato com a TV me deixou nervoso, sem saber o que falar para as pessoas que me viam de forma clara. com o decorrer do debate fui relaxando e me convencendo que conheço o assunto e pudia falar bem sobre ele sem maiores problemas.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O PROGRAMA !!!!

Então aqui é Tyssi Vidaletti atualizando o blog...
Quinta feira 22 de novembro, acordei, peguei qualquer roupa no armário,lavei meu rosto, escovei meus dentes, me vesti, peguei o ônibus, e tcharam, cheguei na faculdade... enquanto falava no celular, me olhei e pensei... "Putz, como que vou apresentar um programa usando rasteirinha?????" é aí que confirmo novamente: não sirvo para ficar na frente das câmeras...

O meu grupo foi o primeiro a se apresentar, sim o mesmo grupo do rádio, aquele que deus as confusões todas, mas eu estava com um ótimo humor, e tinha feito umas atualizações sobre o assunto que eu iria debater, violência nos estádios.
Como já tinha postado aqui o programa foi separado em dois blocos, a primeira parte tendo a entrevista e a segunda o debate.
A entrevista foi com o Marcelo ... Marcelo... bom esqueci o sobrenome, mas ele escreveu um livro sobre a violência nos estádios, e foi lançado na feira do livro de Porto Alegre. As gurias o entrevistaram, Carla, Ângela, e a Paula. Era pro programa ter entrado as 8:30, mas atrasou um pouquinho e entramos as 10 pras 9, tudo bem, melhor... um intervalinho rápido, e eu, Jéssica, Marlon, Joana e Isadora entramos. Caramba não sei quem tava mais nervoso, o Marlon até gaguejava... e eu falei que nem um papagaio, mas era por medo que acabasse o assunto e ficasse todo mundo quieto no ar. Errinhos a parte, acho que fomos bem... e a experiência valeu a pena.
Já fora do programa rimos muito, e depois de assisti na internet mais ainda.
Enfim... foi muito legal!
AcabbbbbboooooooooÔÔÔ!!!!

terça-feira, 13 de novembro de 2007

OBS:

O papo das moscas e tal... bom elas estão sendo úteis ainda...

Módulo TV

Começamos com o tal módulo tv, o próximo passo é o programa...
Nas últimas aulas treinamos apresentando uma notícia rápida que foi gravada e passada em aula, vista por toda turma, assim podemos nos julgar melhor, quanto a nossa performance. Nessa aula teve muitas risadas, e foi no estúdio A, o estúdio da famecos, onde é gravado programas, e trabalhos, como o que o pessoal vai fazer.
Para o programa teremos 20 minutos, separado por dois blocos, o primeiro como entrevista e o segundo como debate, detalhezinho: Será passado ao vivo, pela internet, mas acho que meus conhecidos não precisam ficar sabendo disso. No nosso grupo (Tyssi) separamos, e quatro pessoas ficarão na parte da entevista e os outros 4 ficarão no debate, eu prefiri ficar no debate, talvez porque eu goste mais de falar do que escutar,e para ser sincera sou péssima com perguntas!
Já estou em pânico depois de escutar minha voz esganiçada e alta no módulo rádio, agora imagine, além de ouvir ter que ver a minha pessoa estabanada. Que o Senhor Lá de Cima não me escute, porque isso pode virar carma, mas quero distância de câmeras, me contento por demais ficando atrás delas.
Estamos chegando no fim do semestre... e passamos pelo Jornal Impresso, pelo Rádio, e agora pela Televisão, foi legal, mas espero que seja o suficiente para não precisar encontrar o Prof. Pellanda e Fabian nas quintas semestre que vêm, com certeza nada pessoal.

Hoje não to muito inspirada para escrever, e provavelmente sem querer machuquei o português, mas como é blog, hoho, e mesmo que seja avaliado :s, tem uma certa liberdade, então que a gramática me perdoe.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

E as moscas...

Oi moscas...
A questão é que agora prometemos que as moscas não irão mais estar por aqui, sendo que iremos dar mais atenção ao blog!

Começamos o módulo rádio, e da minha parte... eu Tyssi Vidal - o Fabian não gostou muito dessa idéia de mudar meu nome, mas acho que fica muito mais "escutável" do que Tyssianí Vidaletti - tenho a dizer que foi divertido, passamos por alguns probleminhas de convivência, mas... no fim deu... quase tudo certo...
Quinta feira, laboratório de Jornalismo, dia da gravação na rádiofam, sem um roteiro completo, um grupo grande, e duas colegas que não conheciamos muito bem, divergências acabaram por acontecer, bate boca a parte, fomos gravar do jeito que estava, e particularmente acho que não ficou tão ruim, perto da confusão que tinha acabado de acontecer. Nos últimos 30 minutos de aula os professores salientaram o assunto, de como por mais que haja uma antipatia entre colegas, no ar somos profissionais e temos que nos portar como tal.
O módulo TV estar por vir, e o grupo será o mesmo, seremos mais organizados, e com certeza ficará mais fácil de realizar o programa.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Faz tempo


As moscas predominam por aqui, sim sabemos que faz algum tempinho que não há atualizações, mas não por falta de vontade, ou por preguiça, ou vagabundagem mesmo, mas porque a faculdade está uma corrida, pelo menos para quem não estava acostumado com tantos trabalhos e livros para ler, aos poucos a adaptação irá se instalar nesses corpos, então nada ficará por fazer.

Vamos enfim ao assunto principal, as aulas...
Os dias de laboratório tem sido uma loucura, começamos a pôr a mão na massa e fazer um jornalzinho que será impresso e tudo, com notícias sérias em todas as áreas, a turma foi separada por editorias, eu fiquei na de política e o Cairo na policial, os professores Fabian e Pellanda nos ajudam, porque sinceramente talvez eu demore mais que um semestre para me entender com os "iMacs", mas com uma sala com computadores daqueles não tem como não se esforçar.
Hoje demos a finalização nas matérias que corremos atrás (entre notas e entrevistas) e aprendemos a usar o programa de diagramação, onde tivemos a primeira experiência de cortar as nossas matérias para ficar com o número de caracteres ideais para entrar na página do jornal. Nas duas últimas semanas o ATC (Apple Authorized Training Center, a sala dos computadores super modernos) tem sido um verdadeira redação, ou seja uma loucurinha, principalmente pros professores que tem que atender a todos.

Os trabalhos da faculdade raramente são individuais o que por um lado é muito bom já que a turma ja se conhece e se entende... mesmo tendo seres de diferentes estilos e pensamentos, o lado negativo é justamente esse, as maneiras de pensar contraditórias, alguém sempre tem que ceder nos grupos, mas no meu caso não é um desafio, se o trabalho final ficar de bom grado.

Por hoje é só... e não deixaremos mais as moscas predominarem o recinto.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Vinte e quatro Horas numa Redação

Bom, nessa terceira aula no Laboratório de Jornalismo, nós tivemos um visão de como uma redação de jornal funciona durante 24h. Na verdade, uma redação jornalística nunca pára, mas aqui falarei o ciclo completo para entendermos melhor esta árdua vida de um jornal.

A rotina começa às 7h da manhã, com os jornalistas chegando ainda sonolentos, com chimarrão e garrafa térmica embaixo do braço e idéias para a pauta do dia. Antes de começar a escrever uma linha sequer, eles lêem os jornais e ouvem todas as rádios possíveis para se manterem informados com as primeiras notícias da manhã e, quem sabe, aprofundar alguma delas.
Às 8h começa o "lead" jornalístico de fato! As matérias vão sendo pensadas e colocadas em prática, os repórteres vão as ruas atrás da verdade. Curiosidade: se eles precisarem sair de carro, os motoristas oficias os levam a qualquer lugar!Isso mesmo, eles, por lei, não podem dirigir seus carros ou até os da redação em horário de serviço, correndo o risco de poderem ser processados se alguma coisa acontecer ao carro ou ao usuário.
Enfim, às 10h as matérias já vão tomando corpo e assumindo seus lugares no planejamento. Ocorre a primeira reunião entre os editores de todas as áreas(economia, politica, esportes, polícia, etc) para "lutarem" por espaço, para as principais matérias do dia. Com isso, notícias novas aparecem e desbancam outras que já estavm pré estabelecidas. Isso tem o nome de "cair" e consiste na coisa mais normal do jornal: uma notícia pequena dá lugar à uma mais importante ao público leitor.
Ao 12h a redação está um manicômio, literalmente. Os profissionais do turno da manhã ainda não terminaram de editar suas matérias e os da tarde já estão chegando para trabalhar, causando loucura no ambiente. Não me entenda mal, eles não saem no braço, apenas "fazem malabarismos" para administrar o espaço real que possuem.
Durante a tarde, o clima é semelhante ao da manhã, mas é depois das 18h que a situação realmente fica caótica.
Com o horário de fechamento da edição previsto para às 20h30, a correria pra terminar o texto se instala. Durante essa tarde toda, naturalmente, matérias prontas "cairam" em importância à outras, a diagramação já está quase toda pronta, o "calhau"(expressão para os anúncios publicitários) está todo organizado.
Curiosidade: o calhau é quem paga os salário dos jornalistas, fotógrafos, editores e motoristas. Apesar de pagarmos pelo jornal, o valor só cobre a tinta e metade da conta do papel usado. O resto vêm do pagamento da propaganda veiculada nas páginas do jornal, como Casas Bahia, Jardim Europa e Universitário. Há também uma lei implícita nesse meio do jornal: nunca se briga por espaço de propaganda. Se o anunciante pede 10cm ou uma página inteira, ele terá o que quer, sempre. Nem adianta discutir, afinal, são eles que trazem a maior renda ao jornal.
Às 20h30, depois de muito custo, o jornal está fechando, só faltam fazer arrumar os cadernos, por assim dizer.
Onze horas da noite, após mais de 12h de horas de pesquisa e muita luta, as prensas são ligadas e os primeiros jornais impressos começam a sair. Mas ainda não acabou!
Enquanto as prensa estão rodando o mundo continua girando e os acontecimentos não páram. Enquanto a primeira edição está ficando pronta, a segunda já está praticamente terminada, sempre procurando atualizar o máximo o jornal, as vezes, precisando de até uma terceira edição.
Durante a madrugada, as notícias são atualizadas no site e os jornais, ainda quentes, são distribuídos por toda Porto Alegre há tempo de serem lidos pelos trabalhadores.

Cairo Fontana